O PS venceu as legislativas nos Açores, elegendo três dos cinco deputados por este círculo eleitoral, enquanto o PSD elegeu dois e o CDS/PP, que concorreu coligado com o PPM, voltou a falhar a eleição de um deputado.

Apurados todos os votos nas nove ilhas do arquipélago dos Açores, o PS obteve 40,37%, quando nas legislativas de 2011 atingiu 25,67%, o PSD que havia vencido há cinco anos (47,36%) alcançou agora 36,06%, o BE foi a terceira força política, atingindo os 7,81%, quando em 2011 teve 4,39%, o CDS-PP coligado com o PPM conseguiu 3,90% e a CDU (PCP/PEV) 2,47%.

A eleição do socialista Carlos César, que também é presidente nacional do Partido Socialista e presidente honorário do PS/Açores, significa um regresso à Assembleia da República, onde esteve como deputado entre 1988 e 1989.

Além de Carlos César (S. Miguel), que esteve nesta noite eleitoral ao lado de António Costa, em Lisboa, o PS elegeu pelo círculo dos Açores Lara Martinho (Terceira) e João Castro (Faial).

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, disse que o resultado eleitoral alcançado na região “é uma grande vitória do PS, dos Açores e da autonomia, com um crescimento de 60 pontos percentuais”, sendo “a primeira vez, desde 1976, que o PS é vitorioso nos Açores quando no país o resultado é diferente”.

“Sai vitoriosa a defesa dos Açores na República e isso é motivo de satisfação”, disse Vasco Cordeiro, para quem “é importante que a mensagem dos açorianos nos votos seja deviamente entendida e respeitada” ao nível de competências e direitos.

O PSD, que nos Açores concorreu sozinho, elegeu dois deputados, nomeadamente Berta Cabral (S. Miguel) e António Ventura (Terceira), perdendo um deputado comparativamente com o resultado obtido nas últimas legislativas.

Berta Cabral, atual secretaria de Estado da Defesa no Governo da coligação PSD/CDS-PP, vai estrear-se no parlamento como deputada, assim como António Ventura, embora ambos tenham experiência parlamentar nos Açores.

Apesar da derrota na região, o líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, disse que o partido elegeu “dois deputados com grande capacidade para levar as questões dos Açores à Assembleia da República”, acrescentando saber que “o caminho era difícil” e agora o importante é formar um Governo da República “estável”.

À semelhança da tendência nacional, também nos Açores o Bloco de Esquerda foi a terceira força política mais votadas nestas eleições legislativas, em praticamente todos os concelhos, uma alteração face ao ocorrido em 2011, em que foi o quarto partido mais votado com 4,39%.

A abstenção voltou a ser elevada na região, totalizando 58,78%, quando nas legislativas de 2011 alcançou os 59,35%.

Nos Açores estavam inscritos nos cadernos eleitorais 227.546 eleitores, o que significa mais 5.299 eleitores do que nas últimas eleições legislativas ocorridas em 2011.