O cabeça de lista por Lisboa do PCTP/MRPP reconheceu este domingo que o seu partido não alcançou o objetivo de eleger deputados, mas disse que “continuará a combater o governo de traição nacional que vier a sair das eleições”.

Em comunicado, Garcia Pereira refere ainda assim que o PCTP/MRPP (com 1,11 por cento/59.812 votos) manteve “o essencial do seu eleitorado”, face a resultados obtidos anteriormente.

Num balanço em relação a outras forças partidárias, o PCTP/MRPP foi crítico em todas as direções, começando por salientar a perda “de mais de 700 mil votos” por parte do PSD/CDS-PP face àquilo que diz ter sido a “atuação oportunista do partido dito socialista”.

“[António Costa] Não apresentou qualquer ideia ou proposta alternativa à política de austeridade, de pagamento da dívida e de submissão aos ditames da Europa alemã levada a cabo pelo governo de traição nacional Coelho/Portas”, justifica.


Garcia Pereira considera assim que o PS “sofreu uma merecida derrota” e que “a subida da votação alcançada pelo Bloco de Esquerda também não representará qualquer alteração radical da grave situação de miséria e de fome do povo trabalhador”.

Mais de 9,6 milhões de eleitores foram hoje chamados a votar para a escolha de 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições, concorreram 16 forças políticas, entre as quais três coligações.

A coligação PSD/CDS-PP é a força política mais votada com 38,55% dos votos e com 104 mandatos nas eleições legislativas de hoje, quando estão apurados os resultados provisórios em todas as 3092 freguesias, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna - Administração Eleitoral.

O PS foi o segundo partido mais votado com 32,38% elegendo 85 deputados.