O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), António Marinho e Pinto, criticou esta quinta-feira, em Évora, os principais partidos políticos por considerar que não querem debater, na campanha eleitoral para as próximas legislativas, o tema da corrupção.

"Não querem falar da corrupção, porque isso prejudica-os. Os grandes corruptos de Portugal estão dentro do PS, do PSD e do CDS", afirmou à agência Lusa Marinho e Pinto, durante uma arruada pelas principais artérias do centro histórico de Évora.

A jornada do líder do PDR arrancou, em Portalegre, com uma arruada no centro da cidade, seguiu-se a visita a uma adega de Estremoz e um almoço com apoiantes em Évora e culmina, ao final da tarde, com uma visita às fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na mesma cidade.

Na arruada em Évora, Marinho e Pinto, acompanhado por "meia dúzia" de apoiantes, ouviu palavras de incentivo por parte de alguns populares, como o foi o caso de uma mulher que disse gostar muito de o ouvir.

"Ainda vai gostar mais do que vou fazer, porque eu não digo uma coisa e faço outra", respondeu o candidato do PDR.


Marinho e Pinto acusou "PS, PSD/CDS-PP, CDU e Bloco de Esquerda, os partidos que estão no sistema", de fazerem uma "encenação grotesca" e "palhaçada eleitoral" para "distrair" os portugueses "dos problemas fundamentais".

"Esses partidos políticos não discutem a corrupção, nem o tráfico de influências, nem a promiscuidade entre política e negócios", disse, observando que o tema esteve ausente dos debates entre Passos Coelho e António Costa.

"Vão debater o quê? O José Sócrates? Então, e o Miguel Macedo? Vão debater o Armando Vara? Então, e o Dias Loureiro e Oliveira e Costa? Não querem debater isso, querem fingir que tudo isso não existe", insistiu.

O candidato do PDR referiu que, em contrapartida, andam a discutir "quem é que chamou a 'troika'", considerando que se trata de "tentativas, absolutamente primárias, de chamar estúpidos aos eleitores".

"Quem tem responsabilidade por ter vindo a 'troika' foi quem votou na Assembleia da República contra o programa de auxílio da União Europeia. É o PSD, CDS, CDU e Bloco de Esquerda. O outro [PS] pode ter muitos defeitos, mas lutou, até ao fim, para que ela não viesse", defendeu Marinho e Pinto.