O candidato do PCTP/MRPP pelo círculo eleitoral de Lisboa às eleições legislativas de 04 de outubro, Garcia Pereia, defendeu esta segunda-feira, em Palmela, que é preciso "correr com os traidores da Pátria e recuperar a independência do país".

"Temos de recuperar a independência de um país que está hoje transformado num verdadeira colónia da Alemanha. E isso só é possível com um governo de unidade democrática e patriótica, como temos nós vindo a defender sistematicamente, para correr com os traidores, para levar a cabo um programa de desenvolvimento económico, de emprego e igualdade social", disse Garcia Pereira, numa ação de campanha junto dos trabalhadores da fábrica de automóveis da Autoeuropa.

"Nestas eleições, o que está em causa é saber se corremos, ou não, com os traidores à Pátria, que venderam o país a retalho e que condenaram os trabalhadores, e em particular os operários, a pagar, pelos cortes nos salários, pelo aumento dos horários de trabalho, pelos aumentos dos impostos sobre os rendimentos do trabalho, uma dívida que não é dos trabalhadores portugueses, porque não foram eles que a contraíram. É uma divida da banca", sublinhou.


Muito crítico dos sucessivos governos do PS, PSD e PSD/CDS-PP, que responsabilizou pelas políticas de austeridade, o dirigente do PCTP/MRPP reconheceu que a recuperação da independência de Portugal não será possível "enquanto o país estiver garrotado pelo euro e aceitar a lógica de pagamento de uma dívida que é da banca".

"As políticas de austeridade representam a passagem direta, dos bolsos dos operários e demais trabalhadores, para os cofres dos capitalistas e dos credores internacionais de seis mil milhões de euros todos os anos. É um saque nunca visto e que é a consequência de o nosso país ter sido transformado num país que não produz nada e que é uma mera colónia da Europa alemã", disse Garcia Pereira.

O dirigente do PCTP/MRPP defendeu ainda que, na campanha eleitoral, os três partidos que têm governado o país deviam era explicar aos portugueses como é que vão pagar uma dívida de 225 mil milhões de euros.

"Em 2020 são 17 mil milhões de euros por ano. Como é que vão pagar essa dívida", questionou o candidato do PCPT/MRPP por Lisboa.