"Temos de criar condições de estabilidade para os parceiros sociais e para os agentes económicos, precisamos de novas formas de governação e diálogo político, acabando com esta permanente lógica de confrontação", declarou o líder socialista, numa intervenção em que sustentou a tese de que os compromissos são alcançados mais facilmente em posição de maioria no executivo do que em minoria.

"Em minoria [no executivo], não consegui acordo nenhum. Em maioria, consegui todos os compromissos que pretendia", disse, numa intervenção em que prometeu "diálogo político" e "concertação estratégica", após o presidente da CIP, António Saraiva, ter apelado a um futuro Governo que "remova os sérios obstáculos ao desenvolvimento das empresas", tais como o excesso de burocracia, a falta de justiça económica e dificuldades no acesso a financiamento.




"Para vencermos a estagnação estrutural, temos de ter políticas de médio prazo que visem a inovação e o conhecimento, a modernização do Estado e a valorização dos nossos recursos. Mas, para essas políticas terem sucesso, tem de haver estabilidade - uma estabilidade suportada num acordo de concertação social estratégico, tendo como base compromissos políticos alargados", afirmou.