A coligação Agir levou esta sexta-feira à noite à “casa da democracia” em Portugal os “problemas reais” dos portugueses, nomeadamente o desemprego, com a projeção de um vídeo na escadaria exterior do Parlamento.

“Para a coligação Agir é fundamental trazer os problemas reais, das pessoas reais, ao Parlamento, à Assembleia da República, à casa da democracia”, afirmou a cabeça de lista por Lisboa da coligação, Joana Amaral Dias, destacando “o drama, a tragédia, do desemprego”.


Após a projeção do vídeo com testemunhos de desempregados, recolhidos à porta de vários Centros de Emprego, Joana Amaral Dias recordou, em declarações aos jornalistas, os 20% de portugueses sem trabalho e os 500 mil emigrados, “uma espécie de exilados económicos do país”.

Com o vídeo, a coligação tentou “dar um leque representativo das várias dificuldades que as pessoas vão passando”.

“Nesta tragédia que é o desemprego em Portugal, temos que sublinhar os 35% de desemprego jovem e, além disso, todo o trabalho precário, mal pago e subpago que não passa de exploração que é criada em Portugal”, disse.


A cabeça de lista por Lisboa defendeu que “o pouco emprego que tem sido criado, e que manifestamente não compensa a destruição assoladora que tem varrido Portugal de Norte a Sul, é sistematicamente emprego precário, mal pago e temporário”.

Para Joana Amaral Dias, este género de emprego “não só está a comprometer o presente de Portugal, mas muitas gerações vindouras porque as condena a um futuro muito curto e a um futuro muito pobre”.