Paulo Portas, vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, ficou fora dos debates televisivos com todos os partidos, marcado para 22 de setembro, uma vez que os democratas-cristãos concorrem às legislativas coligados com o PSD. Já o debate televisivo entre os líderes da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), Pedro Passos Coelho, e do Partido Socialista, António Costa, ficou marcado para 9 de setembro.

O CDS-PP acusou hoje o PS de querer interferir na decisão editorial das televisões e de "fugir dos debates" com o líder do partido, Paulo Portas, que as televisões pretendiam organizar a propósito das eleições legislativas.

"Estas propuseram, como é aliás tradicional, um conjunto de frente-a-frentes entre os líderes do PSD, PS, CDS-PP, PCP e BE. Nós aceitámos essa proposta, mas o PS não faz outra coisa senão fugir desses frente-a-frentes que permitem confrontar democraticamente várias opiniões", referem os democratas-cristãos numa nota da direção enviada à agência Lusa.

Para o CDS-PP, "é absolutamente surpreendente que o PS, no espaço de poucas semanas, passe de uma posição em que jurava aceitar o critério editorial das televisões para efeitos de debates, para a posição oposta, que é a de querer interferir na decisão editorial das televisões".

"O respeito do PS pela liberdade editorial não passou a prova dos factos: acham-se donos das televisões e dos debates", criticam.

Em causa estará a alegada recusa do PS em que o líder do CDS-PP, Paulo Portas, seja incluído nos debates, uma vez que se candidata integrado numa coligação com o PSD, que tem como candidato a primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Deste modo, apenas Passos Coelho, António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins vão estar no único debate televisivo com todos os partidos, marcado para 22 de setembro, já em período de campanha eleitoral.