Por: Redacção / SC | 5- 6- 2011 20: 46
Os eleitores puniram este domingo nas eleições legislativas «a governação socialista» dos últimos anos e a «esquerda radical»,
optando por uma «mudança forte», defendem os politólogos conctatados pela Lusa.
As projecções das empresas de sondagens
para as televisões atribuem uma votação de 37 a 42 por cento ao PSD, seguindo-se o PS com 24 a 30 por cento. O CDS fica-se
pelo intervalo entre os 10,1 e os 14 por cento, seguido da CDU no intervalo de 6,1 a 9,4. O Bloco de Esquerda é apontado como
a força política menos votada dos partidos com representação parlamentar: entre os 3,8 e os 7 por cento.
O politólogo
André Freire considera que, a confirmarem-se estas projecções, os portugueses optaram pelo «voto negativo de punição ao engenheiro
Sócrates e da governação socialista pelos seus resultados». O professor do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da
Empresa (ISCTE) acredita ainda que a «concentração de votos no PS» não terá sido «provavelmente muito entusiástica», considerando
que será antes «um voto útil para conter o avanço da direita».
Para André Freire, as projecções dos resultados da
«esquerda radical» mostram que «se pode ser punido sem se estar no Governo». O politólogo diz que, «a serem confirmados esses
resultados que implicam uma concentração de voto no PS e um grande recuo do BE, isso pode significar que o protesto, só por
si, não chega».
Também para o docente André Azevedo Alves os resultados apontados às 20 horas pelas televisões demonstram
que o eleitorado pretende uma «mudança forte» no panorama político português, embora os partidos mais à esquerda não tenham
conseguido «capitalizar o descontentamento» dos tradicionais votantes do PS.
Uma parte «muito substancial» do eleitorado
base do PS não terá votado, numa «punição forte» ao partido que terá contribuído para o número elevado da abstenção registada,
acredita o doutorado em Ciência Política e docente na Universidade de Aveiro.
A expectável vitória do PSD, seguindo
os números apontados pelas televisões, pode ser lido de duas formas, defende André Azevedo Alves. «Sem ter seguido a campanha
e considerando que o Governo do PS foi o que levou o país a um pedido de ajuda externa», o resultado do PSD «não será particularmente
brilhante». Porém, «face à forma como correu a primeira parte da campanha, acaba por ficar como um bom resultado que certamente
satisfará a direção do PSD».
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