O presidente do Governo Regional da Madeira questionou a «coerência» dos socialistas relativamente à legislação que alarga o horário de trabalho para as 40 horas semanais, que decidiu não aplicar na região.

«Os senhores vejam como são as criaturas socialistas. Primeiro, na Assembleia da República, votaram contra a lei das 40 horas. Resolvi dar uma volta àquilo, no sentido de defender os funcionários. E agora vêm contra aplicar-se uma coisa diferente daquelas. Mas vejam a coerência desta gente», afirmou Alberto João Jardim, no Funchal, como cita a Lusa.

O chefe do executivo madeirense reagia às declarações do vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, que nesta quarta-feira considerou ser esta «uma matéria demasiado séria em que a expectativa das pessoas deve ser respeitada» para se estar «a fazer observações de caráter populista e demagógico».

O vice-presidente do Governo dos Açores também disse: «Acho que as declarações do Dr. Alberto João Jardim na sua essência foram um desrespeito pelos funcionários públicos da Madeira porque o que ele alegou foi que trabalhando mais tempo gastavam mais papel, mais caneta, mais energia elétrica o que não me parece que seja a abordagem correta e responsável nesta matéria».