O cabeça de lista do Juntos pelo Povo (JPP) pelo círculo de Lisboa, Nuno Moreira, considerou, este sábado, que os pequenos partidos vão conseguir eleger deputados nas próximas legislativas, o que terá reflexos na política do futuro Governo.

“O próximo parlamento vai ser seguramente diferente daquilo que tem sido nos últimos 40 anos, o JPP vai eleger deputados, não é o único dos pequenos partidos que vai eleger deputados, vai trazer uma grande diferença na forma como o próximo Governo vai fazer política”, disse aos jornalistas Nuno Moreira.


As declarações do cabeça de lista do JPP por Lisboa decorreram após uma largada de pombos no Alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, ação simbólica que marca o início da campanha do Juntos pelo Povo às legislativas de 04 de outubro.

O JPP, que nas últimas eleições regionais da Madeira conseguiu eleger cinco deputados, quer repetir o feito na Assembleia da República e ser “a força surpresa” ao eleger dois parlamentares.

“O JPP estará cá não para estabelecer coligações fáceis, não para viabilizar governos que sejam irresponsáveis do ponto de vista da despesa do Estado, mas sobretudo para viabilizar projetos políticos que trabalhem efetivamente para os portugueses e que defendam de facto as pessoas”, afirmou Nuno Moreira.

O candidato por Lisboa defendeu também que não deve sair uma maioria absoluta das eleições legislativas, considerando que a diversidade no parlamento “contribui para mais democracia”.

“Os partidos que estão tendencialmente próximos de chegar ao governo pretendem ter uma maioria absoluta, porque é muito mais fácil para eles governarem num certo autismo político, fechados nas suas estruturas”, frisou, acrescentando que “é importante mudar essa lógica” e existir “um diálogo participativo entre os vários partidos que compõem o parlamento”.


A largada dos pombos-correios treinados teve como objetivo fazer chegar ao eleitorado a mensagem e as propostas eleitorais do JPP.

“Esperamos que estas mensagens cheguem a todo o país e aos portugueses para que compreendam que há uma forma diferente de fazer política. Apesar de sermos considerado um pequeno partido, temos um trabalho feito há vários anos, com provas dadas na Madeira”, disse Nuno Moreira.