O líder parlamentar do CDS-PP demarcou-se esta quarta-feira da posição da Juventude Popular de fazer recuar o ensino obrigatório para o 9º ano, argumentando que a proposta não consta da moção do líder centrista, que foi ratificada em Congresso.

Nuno Magalhães intervinha no plenário da Assembleia da República, respondendo ao líder parlamentar do PCP, João Oliveira, depois de o CDS-PP ter dedicado a sua declaração política ao XXV Congresso centrista, que decorreu no sábado e no domingo em Oliveira do Bairro.

«Falou da moção da JP, que tem o direito de a ter, e eu tenho o direito de discordar, mas há uma coisa que tenho de dizer: não está na moção que foi aprovada do presidente do partido, não está na moção que o CDS vai executar nos próximos dois anos», afirmou Nuno Magalhães.

Magalhães respondia a João Oliveira que acusou os centristas de, também em matéria de educação, quererem «fazer regressar o país ao passado».

A moção da JP, que defendia o recuo do atual 12º ano para o 9º ano da escolaridade mínima obrigatória, foi apresentada ao Congresso do CDS-PP pelo presidente daquela estrutura, Miguel Pires da Silva, mas acabou por ser retirada, já que as moções de estratégia global são votadas em alternativa, tendo sido aprovada a moção do líder e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.