O jurista e antigo ministro Diogo Freitas do Amaral afirmou este sábado, em Coimbra, que tem «confiança na justiça portuguesa» e espera que ela seja rápida em relação ao caso que envolve José Sócrates.

«Como professor de Direito, tenho confiança na justiça portuguesa» e «espero que ela seja célere, como manda a Constituição», disse Freitas do Amaral, que falava à agência Lusa à margem de uma conferência sobre «Portugal, a democracia e as (novas) guerras».

O ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas espera igualmente que, «assim como os órgãos da Justiça têm todos os poderes de que necessitam, também os arguidos disponham de todos os meios de defesa que a Lei e a Declaração Universal dos Direitos do Homem lhes garantem».

«Como cidadão», o fundador do CDS, que foi vice-primeiro-ministro, no início da década de 1980, e integrou o primeiro Governo liderado por José Sócrates, como ministro dos Negócios Estrangeiros, não gosta de «ver um ex-primeiro-ministro preso pela Justiça», sublinhou.

«Como humanista, nunca sinto alegria por ver um ser humano preso pela Justiça», acrescentou o candidato a Presidente da República em 1986.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates está detido, em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Évora, indiciado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

Freitas do Amaral participou este sábado, na Casa de Cultura de Coimbra, na terceira sessão de um ciclo de ‘Conferências políticas’ promovido pela Câmara de Coimbra e pela Fundação Bissaya Barreto.

No debate deste sábado, moderado pelo jornalista João Fernando Ramos, participaram também a bastonária da Ordem dos Advogados, Elina Fraga, o ex-ministro e fundador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, e os docentes universitários Amadeu Carvalho Homem e Alexandre Francisco de Sá.