«O meu sentimento é de profunda tristeza. Este é um momento difícil, para o engenheiro Sócrates certamente, mas igualmente para todos os seus amigos que são muitos em Portugal e no estrangeiro», disse aos jornalistas Pedro Silva, que foi ministro da Presidência do Governo de Sócrates e considerado o seu braço direito.


a detenção e prisão preventiva do ex-primeiro ministro

«Vamos aguardar que o funcionamento da justiça permita o esclarecimento da verdade, é o que farei pela minha parte», concluiu, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.


PS «nada tem a ver com o processo»

«Respeito essa decisão. Pela primeira vez [é estranho, não é? mas é verdade], Sócrates vai poder explicar-se num processo judicial, de acordo com as suas regras próprias. Nesse processo, o PS não é parte. Ponto final», salientou Augusto Santos Silva numa mensagem deixada na sua conta pessoal no Facebook.


«O juiz competente decretou prisão preventiva para três dos quatro arguidos, entre eles José Sócrates. Pelos vistos, entendeu existirem indícios suficientemente fortes da prática de crimes de branqueamento de capitais, corrupção e fraude fiscal e o risco de fuga ou perturbação do inquérito», escreveu Augusto Santos Silva










«O que acho no momento presente é que os tribunais devem fazer o seu trabalho e o país deve compreender que há um tempo para a Justiça e não queria pronunciar-me mais sobre essa matéria», declarou.


«Mas a ação da Justiça deve ser sempre vista com serenidade, sobretudo no momento em que ela se exerce deve ser vista com serenidade», assinalou.