O líder do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, disse hoje que a alteração da medida de coação de José Sócrates é um "ato processual normal", sem qualquer influência na campanha eleitoral do seu partido.

“A mudança da medida de coação” do antigo primeiro-ministro, de prisão preventiva para prisão domiciliária, é “um ato processual normal” que não tem “qualquer tipo de relevância política”.


Luís Montenegro, que falava à agência Lusa depois de se ter deslocado à feira de Santa Luzia, em Barcouço, no concelho da Mealhada (Aveiro).

A decisão do tribunal, divulgada na sexta-feira, não tem “qualquer tipo de relevância [política] e, portanto, desse ponto de vista, não influencia, de maneira nenhuma, a campanha [eleitoral]” do PSD, sustentou o deputado social-democrata.

“Estamos focados em esclarecer os portugueses sobre as principais orientações das nossas políticas e das nossas políticas públicas”, assegurou Luís Montenegro, adiantando que espera que “os outros partidos também o possam fazer”.

“Desse ponto de vista, é completamente indiferente o que se possa passar” no processo Operação Marquês, que envolve José Sócrates, “como em qualquer outro processo judicial”, assegurou o líder da bancada parlamentar social-democrata.

José Sócrates está desde sexta-feira em prisão domiciliária, em Lisboa, depois de nove meses e meio de prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora, no âmbito da chamada Operação Marquês.

O ex-primeiro-ministro foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

A decisão de alterar as medidas de coação do antigo primeiro-ministro, o único dos arguidos da "Operação Marquês" que ainda estava na cadeia, foi anunciada na sexta-feira pelo Tribunal da Comarca de Lisboa.

Os advogados de defesa de Sócrates já afirmaram ser "insuficiente" esta alteração na medida de coação imposta ao ex-primeiro-ministro e anunciaram que vão recorrer da decisão.