“é tempo de todos tirarem uma conclusão: fui preso sem que existissem quaisquer provas contra mim. A interpretação mais benigna, embora ainda assim intolerável, é a de que me prenderam "para investigar".

“À medida que o tempo passa cresce a legítima suspeita de que este processo tem como verdadeira motivação condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS. Acontece que isso não compete à justiça, mas à política", lê-se na carta, a publicar na íntegra na edição do "Jornal de Notícias" de quinta-feira.


“É como se o velho princípio in dúbio pro reo [em caso de dúvida absolve-se o réu] tivesse sido invertido”, observa. José Sócrates conclui que a investigação "já 'acreditou' em tudo e no seu contrário", passando "de uma teoria para a outra cada vez que a anterior esbarra contra a verdade", afirma.




"O dinheiro não é, nem nunca foi meu."

 “O Ministério Público ordenou uma investigação pelo facto de um cidadão paquistanês ter decidido comprar um apartamento. A única razão parece residir no facto de esse apartamento ter sido meu. Já não se trata apenas do respeito que deve às pessoas e aos seus direitos, mas do respeito que o Ministério Público deve a si próprio.”


“Face ao que está em jogo, os magistrados das instâncias superiores tendem a conceder à investigação uma tolerância inadmissível num processo justo.”