O ministro da Economia prometeu que não vai usar a detenção de José Sócrates, um «tema de Justiça», para o «combate político». No entanto, lembrou as suas divergências com o ex-primeiro-ministro.

«As pessoas sabem que muitas vezes eu divergi de José Sócrates, muitas vezes eu marquei as diferenças relativamente àquilo que se qualificava como o socratismo, fi-lo muitas vezes. Mas seria incapaz, por princípio e por educação, de usar aquilo que para mim é um caso de Justiça como pretexto para o combate político. Não o vou fazer agora, nem o vou fazer nunca».


Questionado sobre outros escândalos que envolvem altas figuras do Estado, Pires de Lima nunca se referiu diretamente ao caso dos vistos gold nem ao BES.

«O funcionamento da Justiça, com estes aspetos mais mediáticos, e que no mundo moderno são acompanhados pela comunicação social, acontece em Portugal, mas acontece também nos outros países, nomeadamente, nas democracias ocidentais. Nós vemos a Justiça a funcionar com igual aparato noutras democracias ocidentais. Por isso, apesar disto tudo ser um bocadinho novo para nós, temos que olhar para isto com a tranquilidade e a serenidade de quem está com a consciência tranquila e está a fazer o trabalho que é preciso fazer para continuar a levantar Portugal».