“Parece que houve eleições, o povo falou, mas parece que não o entenderam bem. (…)Deve governar quem tem maioria no parlamento. Melhor dito, não pode governar quem tem a maioria do parlamento contra ele, esse é que não pode governar e essa é a boa regra democrática”, afirmou.


discursava na conferência "Justiça e Política"




“E também quero recordar que no primeiro momento em que o parlamento me mostrou que estava unido contra mim eu demiti-me imediatamente”, continuou, assinalando que a maioria que se formou no parlamento contra o seu Governo “foi uma maioria destrutiva”, para deitar o Governo abaixo, abrir uma crise política e provocar eleições.










“Parece que há aí uns quantos que acham que é altura para expressarmos com clareza que aqueles que não concordam com a Europa, com o Tratado Orçamental, com a união bancária, com a NATO, esses têm uma representação política que é um pouco mais diminuída que a dos outros”, notou, salientando, contudo, que “ninguém pode ser privado dos seus direitos políticos” onde se inclui o direito de representação ou até de contribuir para uma maioria no governo.


“Eu sou a favor da NATO, mas sou muito mais a favor de um país que possa ser contra a NATO. Eu sou a favor da Europa, mas sou muito mais a favor de um país onde se possa ser contra a Europa”