Mário Soares revelou esta quinta-feira que vai «assistir» à «parte final» do congresso do PS, que vai decorrer este fim de semana em Lisboa.
 
À chegada à sessão de apresentação do seu último livro, «Cartas e intervenções políticas no exílio», no Centro Cultural de Belém, o ex-presidente da República disse apenas esperar «que corra tudo bem».
 
O histórico socialista não acredita que o congresso vá ser dominado pela detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, porque «são coisas diferentes», mas não quis comentar a carta assinada pelo ex-primeiro-ministro.
 

«Sobre isso eu não falo. Gostaria muito, mas não vale a pena, não é a propósito. Eu estou aqui para lançar um livro e é isso que me interessa neste momento».

 
Questionado sobre as declarações que proferiu na quarta-feira, à saída da prisão de Évora, e que foram muito criticadas, o fundador do PS respondeu: «As de ontem são de ontem, as de hoje são de hoje».
 
Na quarta-feira, Soares considerou que José Sócrates está a ser vítima de «uma campanha que é uma infâmia», argumentando tratar-se de «um caso político».

Na apresentação do livro, que coube ao historiador David Castaño e ao deputado socialista João Galamba, marcaram presença o secretário-geral do PS, António Costa, os deputados Isabel Moreira, Paulo Campos, Jorge Lacão, Paulo Pisco e a antiga eurodeputada Edite Estrela, além de ex-dirigentes como Carlos César, António Campos, Vítor Ramalho e Alberto Arons de Carvalho.

António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura do primeiro executivo de José Sócrates, e Elísio Summavielle, secretário de Estado da Cultura durante o segundo, o economista João Ferreira do Amaral ou o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, foram outras figuras que praticamente encheram a Sala Almada Negreiros.