O vice-presidente do CDS-PP Diogo Feio afirmou sábado à noite que não comenta decisões ou casos judiciais, a propósito da alteração da medida de coação do ex-primeiro-ministro José Sócrates, de prisão preventiva para prisão domiciliária.

"Sobre essa matéria, o CDS, a sua direção, tem uma posição clara e firme: não comentamos decisões ou casos judiciais, assim foi no passado, assim é no presente, assim será no futuro", disse Diogo Feio.

O dirigente centrista falava aos jornalistas à margem da Escola de Quadros do CDS, que decorre desde quinta-feira e até domingo em Ofir.

Sócrates voltou a casa na sexta-feira após nove meses e meio de prisão, no âmbito da chamada "Operação Marquês", embora continue detido, só que agora preso na sua própria habitação.

A decisão de alterar as medidas de coação do antigo primeiro-ministro, o único dos arguidos da "Operação Marquês" que ainda estava na cadeia, foi tomada pelo Tribunal da Comarca de Lisboa, na sequência de uma diligência nesse sentido do Ministério Público, e foi tornada pública ao fim da tarde de sexta-feira.

Esta alteração foi considerada "insuficiente" pelo advogado do antigo primeiro-ministro, que já anunciou ir recorrer da decisão.

A defesa do antigo primeiro-ministro José Sócrates convocou uma conferência de imprensa para as 11:00 de hoje num hotel de Lisboa, disse o causídico João Araújo à Agência Lusa.

José Sócrates, 58 anos, foi preso a 25 de novembro do ano passado, indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, num processo em que estão envolvidas mais oito outras pessoas, entre as quais o ex-ministro Armando Vara.