O Partido da Terra (MPT) criticou este domingo, em Coimbra, a situação de impasse no projeto Metro Mondego, considerando uma "vergonha" a destruição do ramal ferroviário da Lousã e o incumprimento das promessas às populações abrangidas.

"Houve pessoas que se deslocaram e fixaram nos concelhos de Lousã e Miranda do Corvo a contar com o metro e foi uma frustração total", disse José Pinheiro de Castro, cabeça de lista do MPT pelo círculo de Coimbra.

Para o candidato, antigo professor de ciências do ambiente, "é muito grave não cumprirem o prometido, mas é ainda mais grave que tenham destruído [o sistema ferroviário] que as pessoas já tinham".

A Linha da Lousã, que funcionava desde 1905, foi encerrada em janeiro de 2010 para permitir obras que permitissem a instalação de um sistema de transporte mais moderno e cómodo, no âmbito do projeto Metro Mondego, que previa também uma linha dentro da cidade de Coimbra.

Além da conclusão do projeto Metro Mondego, cujas obras foram interrompidas no ano seguinte, e assim se mantêm, o cabeça de lista pelo MPT apontou ainda como prioridades para o distrito a defesa do património e um maior aproveitamento turístico das potencialidades da região.

"Entendemos que o turismo não está bem explorado e anunciado no estrangeiro. Temos muito património cultural que não está aproveitado", sublinhou.

José Pinheiro de Castro defendeu ainda uma maior aposta no empreendedorismo, aproveitando os jovens "bem preparados e com capacidade" que saem da Universidade de Coimbra.

O cabeça de lista do MPT por Coimbra falava na Praça 08 de maio, em Coimbra, de onde partiu uma arruada pela baixa da cidade até ao Largo da Portagem, acompanhado pelo presidente do partido, José Inácio Faria, que apenas efetuou uma parte do percurso devido a limitações físicas.

"Esta campanha centra-se nas nossas posições e nossos valores de partido humanista, ecologista e liberal. Queremos fazer diferente e estamos hoje em Coimbra para auscultar os problemas das pessoas e aceitar também soluções", defendeu o líder nacional.