José Paulo Carvalho abandonou o CDS-PP em Dezembro de 2008, alegando «divergências profundas» com a actual liderança do partido, encabeçada por Paulo Portas.

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Na altura, o deputado acusou o líder democrata-cristão de fazer «uma aposta que em linguagem de totobola é uma tripla: aposta em tudo», referindo-se à possibilidade do partido fazer acordos com o PS. Portas reagiu, criticando o facto de José Paulo Carvalho não ter abdicado do seu mandato na Assembleia da República.

«Penso que tenho justificado a minha acção com o meu trabalho no Parlamento. Ganhei essa vertente», afirmou o deputado, em entrevista ao tvi24.pt.

Desde que se desfiliou do CDS-PP, José Paulo Carvalho tem sido um dos deputados mais mediáticos, nomeadamente devido às denúncias de erros no Magalhães e no Código do Trabalho.

«Sócrates tem covardia política»

«Admito que essas denúncias possam ser entendidas como bofetadas ao partido. Mas aquilo que me move é a denúncia e a consequente proposta, porque acho que isso é que é fazer oposição», aludiu.

No momento da saída do CDS-PP, o deputado apontou que o partido necessitava de «um abanão», facto que considera ainda não ter acontecido. José Paulo Carvalho até deu o exemplo da candidatura conjunta em Lisboa, com Pedro Santana Lopes: «Se isto não é ser muleta, então não sei o que é.»

A poucos meses das eleições legislativas e do consequente final do mandato, o deputado confessou que «vai votar» e «provavelmente» não vai fazer «mais nada». «O que espero é que o CDS-PP apresente uma proposta democrata-cristã, coisa que não tem feito», concluiu.