O PSD fez hoje um balanço do Congresso do partido, renovando o apelo a uma «atitude mais dialogante» da oposição, sobretudo do PS, mas ouviu que a reunião magna dos sociais-democratas esteve longe da realidade do país.

«Esperamos da generalidade dos partidos políticos com assento parlamentar e, em particular, do maior partido da oposição, uma atitude mais dialogante, contribuindo para os consensos essenciais para a recuperação e crescimento do país», afirmou o deputado José Matos Rosa, que é secretário-geral do PSD.

No período de declarações políticas no plenário da Assembleia da República, Matos Rosa sublinhou que, no XXXV Congresso do PSD, que decorreu entre sexta-feira e domingo, o primeiro-ministro e presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, «salientou a importância de consensos alargados, junto dos partidos políticos com assento parlamentar e parceiros sociais».

Pelo PS, a vice-presidente da bancada Ana Catarina Mendes respondeu que os sociais-democratas «conseguiram estar um fim de semana inteiro sem falar da realidade», em que se congratularam porque «o país está melhor», mas «as pessoas estão pior».

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que se tratou de um congresso «que procurou criar ilusões e fugir das responsabilidades», em que não houve uma palavra sobre devolução de salários, de pensões ou de emprego: «Parece que a única coisa que tiveram para devolver ao país foi Miguel Relvas».

Também a deputada do BE Cecília Honório perguntou se «o PSD já desceu à terra» para «olhar os problemas do país», depois de «um congresso cheio de sorrisos e de festança», que até «ressuscitou Miguel Relvas».

«Um congresso em que até o presidente do PSD sentiu necessidade de convencer os congressistas que o PSD ainda é um partido social democrata», afirmou, por seu turno, José Luís Ferreira, de «Os Verdes».

O deputado do CDS Filipe Lobo D'Ávila preferiu salientar o entendimento entre centristas e sociais-democratas para as europeias, acusando o PS de, vir a apresentar um cabeça de lista, «à pressa, antecipando calendários que tinham sido escritos e ditos pelo próprio secretário-geral».