O cabeça de lista do CDS-PP às eleições da Madeira, José Manuel Rodrigues, lembrou esta quarta-feira, numa arruada com Assunção Cristas, que se o partido tivesse há quatro anos mais 2% tinha tirado a maioria ao PSD, evitando a «bancarrota».

O candidato falava entre gritos como «viva o CDS», «CDS, a força da Madeira» e «viva José Manuel Rodrigues», que várias dezenas de militantes e simpatizantes entoavam ao longo da marcha, no centro do Funchal, onde a vice-presidente nacional do CDS-PP manifestou o seu apoio à candidatura.

«Há quatro anos, nas últimas eleições regionais, se o CDS tivesse tido mais 2% de votação teria tirado a maioria absoluta ao PSD e não teríamos assistido a esta bancarrota e a este desastre económico, social e financeiro que atravessamos», observou José Manuel Rodrigues.

O também líder dos centristas madeirenses reiterou a ideia de que o CDS «está nestas eleições como alternativa ao PSD», partido que lidera o Governo Regional há quase 40 anos com maioria absoluta e que o CDS responsabilizou por situações como a existência de «23 mil desempregados, 17.500 pessoas no sistema regional de saúde à espera de uma cirurgia, pobreza a aumentar, mais exclusão social».

Relativamente a eventuais coligações após as eleições, o cabeça de lista do CDS-PP salientou que isso dependerá «da forma como o povo votar» e da votação nos centristas.

José Manuel Rodrigues confessou que já meteu «várias vezes cunhas» junto dos ministros do CDS para o Governo da República renegociar a dívida da Madeira, um tema dominante desta campanha: «Acho que o Governo da República está disposto, depois de haver um novo Governo Regional da Madeira, a encarar essa possibilidade».

Ainda antes da vice-presidente Assunção Cristas, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, esteve a apoiar José Manuel Rodrigues na Madeira.

Questionada sobre a ausência do presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, da campanha na Madeira, Assunção Cristas, que é também ministra da Agricultura e do Mar, respondeu estar na região na qualidade de vice-presidente do partido.

«Obviamente que nós estaríamos sempre na Madeira para dar toda a força ao José Manuel Rodrigues e ao CDS da Madeira, porque acreditamos no projeto político do CDS/Madeira e sabemos do extraordinário trabalho que tem sido feito na oposição», afirmou.

Após 35 anos como terceiro maior partido da Região Autónoma da Madeira, nas eleições de 09 de outubro de 2011 o CDS tornou-se no segundo partido mais votado (17,63% dos votos) e elegeu nove dos 47 deputados da Assembleia Legislativa.

O Tribunal da Comarca da Madeira admitiu às eleições legislativas 11 listas, sendo oito partidos (PSD, CDS, BE, JPP, PNR, MAS, PND e PCTP/MRPP) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos (PPM/PDA).

As eleições antecipadas acontecem na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do PSD por Miguel Albuquerque.