A coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) venceu as eleições em Coimbra, elegendo o mesmo número de deputados (quatro) que os socialistas, tendo o Bloco de Esquerda (BE) reconquistado o eleito perdido em 2011.

A coligação PSD/CDS-PP obteve 37,18% dos votos, enquanto o Partido Socialista (PS) alcançou 35,28%, o BE 09,98% e a coligação PCP-PEV (CDU) 7,03%.

Nas legislativas de 2011, os sociais-democratas contabilizaram 40,17% dos votos expressos, que então significaram cinco deputados, o CDS-PP, com 09,87%, elegeu um representante, tendo o PS registado 29,28% (três eleitos), enquanto a CDU e o BE, registaram 6,22% e 5,75%, respetivamente.

Em relação às eleições anteriores a coligação dos sociais-democratas com os centristas perdeu dois lugares, o PS elegeu mais um. O BE que apenas elegeu um deputado em 2009, reelegeu o seu antigo líder do grupo parlamentar José Manuel Pureza.

A coligação liderada pelos comunistas não elege qualquer deputado por Coimbra desde as legislativas de 1987, altura em que o distrito tinha direito a um total de 11 deputados, contra os nove atuais.

Dos restantes partidos e coligações concorrentes no distrito, o Partido Democrático Republicano (PDR), cuja lista era encabeçada pelo líder do partido, Marinho e Pinto, foi o que alcançou a votação mais expressiva (1,64%), tendo o Juntos pelo Povo (JPP) sido aquele que menos votos obteve (272 votos, equivalentes o 0,12%).

Nas eleições deste domingo, a coligação Portugal à Frente venceu em dez concelhos (Arganil, Cantanhede, Góis, Mira, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Penacova, Tábua e Vila Nova de Poiares) e o Partido Socialista em sete (Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure).

Dos perto de 391 mil eleitores inscritos no círculo de Coimbra, votaram nestas eleições cerca de 220 mil, o que significa que a taxa de abstenção foi de 43,77%, contra 42,61 em 2001.

À semelhança das anteriores eleições, a força política vencedora em Coimbra foi a mesma que venceu a nível nacional, situação que apenas não se verificou em 2002, ano em que o PS ganhou no distrito, tendo o PSD sido o vencedor a nível nacional.