(ACTUALIZADA ÀS 23:20)

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, prometeu esta terça-feira o apoio português aos grandes desafios que Angola tem pela frente, sublinhando o desejo dos dois países terem um relacionamento «todos os dias mais forte», refere a Lusa.

Recuperando as ideias que já tinha transmitido ao início da tarde durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente angolano, à noite Cavaco Silva voltou a defender o reforço das relações entre Portugal e Angola a todos os níveis, manifestando o desejo que esta visita marque a aposta num «novo patamar de relacionamento»: uma «verdadeira Parceria Estratégica».

«Uma Parceria assente num diálogo regular, que implique as estruturas do Estado e que se alargue, igualmente, à sociedade civil. Uma Parceria que abranja todos os domínios em que as nossas relações se afirmam. Uma Parceria que permita encarar e resolver, com visão de futuro, os desafios que decorrem da intensidade de um relacionamento que queremos todos os dias mais forte e fraternal», salientou Cavaco Silva, num banquete no Palácio da Ajuda, em honra do presidente angolano.

Na sua intervenção, o chefe de Estado fez ainda referência aos grandes desafios que Angola tem pela frente, nomeadamente os problemas da reconstrução, do combate à pobreza ou a garantia de condições de saúde e de ensino para toda a população.

«São tarefas ambiciosas que exigem não apenas avultados recursos, mas também tempo para a sua consolidação», declarou Cavaco Silva, assegurando que Angola pode contar com a amizade, a solidariedade e o apoio de Portugal e dos portugueses para vencer esses desafios no limite das possibilidade dos país e no respeito pelas «opções democráticas de uma Angola livre e soberana».

O Presidente da República sublinhou ainda a necessidade de preservar a ordem constitucional na Guiné-Bissau, garantindo que Portugal e Angola estão ao lado deste país africano «nesta hora difícil».

Só desta forma, acrescentou o chefe de Estado português, «os dirigentes políticos e militares se mostrarão à altura das esperanças que os guineenses manifestaram, nas recentes e exemplares eleições legislativas».

«É tempo de substituir os conflitos pelo desenvolvimento económico e social a que os guineenses, de há muito, têm direito», sublinhou.

O presidente angolano afirmou a disponibilidade de Angola para, com Portugal, apoiar a Guiné-Bissau, considerando urgente que sejam encontrados e julgados os autores dos assassínios do presidente e do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas guineenses.

José Eduardo dos Santos referiu que Angola «quer continuar a beneficiar da experiência portuguesa» e «aproveitar todas as potencialidades que a cooperação oferece», salientando a sua visita a Portugal como «mais um marco importante na identificação e exploração de novas áreas de interesse comum».

O chefe de Estado angolano vincou que Angola pretende «alargar ainda mais» a cooperação na Educação, Saúde, Investigação Científica, Novas Tecnologias, Energia e Produção Alimentar, mostrando-se receptivo à ampliação da «relação privilegiada» com Portugal na Política e Economia.