O deputado do PCP Jorge Machado criticou hoje o Governo pela falta de investimento na escola pública, acusando-o de «comprometer o futuro coletivo».

«Escola pública trata-se de investimento e este Governo parece mais um conjunto de talhantes que se preocupa em cortar», sublinhou Jorge Machado, após um ciclo de visitas a escolas no distrito do Porto.

«Estão a comprometer o nosso futuro coletivo porque ao degradar a escola pública desta forma, agravado com a falta de interesse dos jovens nos estudos, estão a cortar as pernas ao desenvolvimento do país», realçou o deputado na Assembleia da República.

Jorge Machado falou aos jornalistas no final de uma reunião com a direção da Escola Básica Dr. Flávio Gonçalves, na Póvoa de Varzim, onde os alunos estão com as aulas de Educação Física condicionadas há mais de um mês, por falta de condições nos balneários.

«O pavilhão gimnodesportivo tem problemas graves nas instalações sanitárias e nos balneários, onde recentemente parte do teto caiu. Por sorte, não houve nenhum acidente porque não estava nenhum aluno, mas a escola teve de suspender a atividade desportiva no pavilhão»,contou Jorge Machado.

O deputado defendeu que, «o mais brevemente possível», vai questionar o Governo, por escrito, exigindo «que haja uma intervenção rápida, com a realização das obras para repor as condições e para que os alunos possam tomar banho».

Há cerca de três semanas, a autarquia poveira informou a direção da escola que a DGEstE - Direção Geral de Estabelecimento Escolares - revelou que as obras iam começar ainda antes das férias da Páscoa.

No entanto, falta uma semana para o final das férias e as obras ainda não começaram.

O deputado do PCP salientou, ainda, a falta de funcionários no mesmo estabelecimento, acusando o Estado de ser «o primeiro a promover a precariedade e a abusar dos direitos dos trabalhadores».

Para Jorge Machado, sobre uma escola onde quase metade dos auxiliares são precários (27 do quadro, 22 com contratos de emprego inserção e três tarefeiros), «esta precariedade é inaceitável e merece uma ação do Governo».