O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, agradeceu esta terça-feira, em Washington, o envolvimento de Portugal no combate ao extremismo islâmico no Iraque.

«Estamos gratos pelos muitos esforços de Portugal no apoio à coligação contra o Estado Islâmico, o seu empenho no combate ao terrorismo, nas sanções à Russia, na implementação do acordo de Minsk e esforços no Iraque», disse o chefe da diplomacia norte-americana antes de uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete.

Definindo Portugal como um «aliado antigo e firme», Kerry lembrou ainda «o esforço significativo de Portugal para exercer responsabilidade na área dos oceanos» e «as escolhas difíceis» que Portugal teve de fazer recentemente no plano económico.

«Congratulo Portugal por ter ultrapassado esse momento», disse, antes do encontro com o seu homólogo português, onde entre os temas em discussão está a questão da redução da presença norte-americana na Base das Lajes, nos Açores.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que espera uma «intervenção positiva» do chefe da diplomacia dos Estados Unidos na discussão sobre a redução da presença norte-americana na base das Lajes.

«Kerry tem uma informação de carácter geral. Um secretário de Estado norte-americano tem, diremos, o mundo como área operacional de atividade. É normal que não conheça todos os pormenores, mas foi suficientemente sensibilizado para esperarmos que tenha uma intervenção positiva nesse sentido», disse Rui Machete à agência Lusa, no final deo encontro com John Kerry na Casa Branca.

O ministro dos Negócios Estrangeiros avançou ainda que a próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos, onde será discutido o futuro da base militar açoriana, acontece a 16 de junho em Washington.

«Temos uma reunião, a 16 de junho, que é a continuação das anteriores. Nessa altura, podemos ter oportunidade de dizer quão eficaz terá sido a intervenção do senhor Secretário de Estado», disse Machete, sem avançar os argumentos que Portugal está a utilizar e que propostas estão sobre a mesa.
 

«Numa negociação, não devemos antecipar os argumentos que vamos utilizar, não me parece a solução mais vantajosa para a defesa dos nossos interesses».