O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo solidarizou-se esta sexta-feira com a greve nos serviços de saúde do Algarve, que só não juntou todos os profissionais porque o Sindicato dos Médicos do sul não apresentou o pré-aviso a tempo.

João Semedo esteve na tribuna pública realizada esta tarde e que contou com todos o apoio de todos os profissionais da saúde, incluindo os médicos, e explicou que a razão da sua presença em Faro se deve ao facto de ser um defensor «convicto» do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A Tribuna contou com a participação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e do Sindicato da Função Pública do Sul, mas também com o Sindicato dos Médicos do Sul, que não puderam participar na greve «mas estiveram em força» na tribuna realizada frente à sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, disse a dirigente sindical Margarida Agostinho.

«A razão da minha presença é simples: eu há muitos anos que defendo com convicção o SNS e com convicção digo que o melhor que o SNS tem são os seus profissionais e o pior que tem neste momento neste momento é o ministro da Saúde», afirmou João Semedo.

O dirigente do Bloco de Esquerda criticou o que disse ser «um plano do ministro da Saúde e do Governo» para «reduzir o SNS a um serviço mínimo, aos mínimos de mínimos», e o partido que dirige defende que, «sendo o SNS um pilar da democracia social e do Estado Social, é necessário expandi-lo, modernizá-lo e humanizá-lo».

«Não há SNS a mais, o que temos é a menos. Menos profissionais, médicos, enfermeiros e outros, que o Governo não contrata porque quer poupar dinheiro com a Saúde dos portugueses. Portanto, ao retirar ao SNS o seu bem mais precioso, os profissionais, o Governo está, e este ministro, a ser responsável pelo maior ataque que alguma vez o SNS sofreu em 40 anos de democracia», considerou.

João Semedo acrescentou que o Governo, «em vez de cortar no orçamento do SNS», devia era «cortar no financiamento descarado que faz à banca» e assim «haveria dinheiro para contratar os médicos e os enfermeiros que o SNS precisa» e que tem deixado o Algarve com carência de profissionais de saúde.

«Por todas estas razões é que estas greves são justíssimas, porque alertam a população para o que se está a passar no SNS, e são greves corajosas, porque vencem a campanha de hostilidade e de calúnia que sistematicamente o ministro da Saúde tem feito contra médicos e enfermeiros», concluiu.