A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo vai pagar 400 mil euros a uma consultora externa para fazer um inventário dos bens móveis e imóveis da instituição, enquanto outras quatro administrações regionais (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) elaboram os inventários pelos seus próprios meios, escreve o jornal «Público».

A contratação da empresa SGG, pelo montante em causa, foi questionada pelo deputado do Bloco de Esquerda João Semedo. Segundo o jornal, o deputado diz que não percebe como é que a ARS de Lisboa e Vale do Tejo vai gastar um montante tão alto numa altura em que «não há dinheiro para comprar pensos e seringas».

Neste sentido, o gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, diz que o objetivo não é privatizar mas «obter informação credível que sustente a decisão de reorganizar ou de desenvolver outras reformas que se considerem adequadas».

«A grande dimensão e dispersão territorial das unidades pertencentes à ARLVT, bem como várias reorganizações internas e fusões realizadas ao longo dos anos sem a existência de um inventário valorizado dos bens móveis e imóveis, implicou, por exemplo, que desde 1994, conste, no balanço um valor patrimonial negativo superior a 5 milhões de euros, montante absolutamente irreal face à referida dimensão desta administração regional», acrescentou.