O PS acusou o Governo da maioria PSD/CDS-PP de violar o «princípio da confiança» face aos cidadãos, referindo-se aos cortes nas prestações sociais e àquilo que considera ser a despreocupação para com a sustentabilidade da Segurança Social.

«O Governo não tem tido qualquer preocupação que garanta a sustentabilidade, como bem o provam as medidas tomadas relativamente ao fundo de estabilização financeira da segurança social, mas, mais grave que isso, põe em causa princípio da confiança (...) Ao pôr em causa as pensões futuras e as já atribuídas, viola o principio da confiança», afirmou o membro do secretariado nacional dos socialistas João Proença, em conferência de imprensa.

O antigo líder da UGT comentava a diminuição dos subsídios de desemprego e de doença a partir desta quinta-feira. Todas as prestações acima dos 419 euros sofrem alterações de menos 6 ou cinco por cento, uma medida prevista no Orçamento Retificativo.

«O Governo reduz assim subsídios a pessoas em especiais dificuldades, doentes e desempregados, demonstra insensibilidade social, é um Governo que demonstra sempre que é forte com os fracos», continuou.

Proença referiu-se ainda à próxima avaliação do programa de assistência económica e financeira por parte da troika, que tem sido adiada sucessivamente e, segundo alguns jornais, deverá estar concluída somente após as eleições autárquicas de 29 de setembro.

Para o ex-dirigente sindical, o executivo de Passos Coelho e Paulo Portas tem primado por uma «posição de pura submissão» à troika, tentando «afastar o mais possível as más notícias para depois das eleições».