O PS mostrou-se preocupado, este domingo, com a abstenção prevista para as europeias desta noite, mas realçou que, a confirmarem-se as projeções avançadas pelas televisões, os valores devem manter-se próximos dos registados em 2009.

As europeias, diz João Proença, do Secretariado Nacional socialista, são «eleições muito particulares», mais a mais numa altura em que os cidadãos estão «algo divorciados da construção europeia».

«É sempre preocupante quando há um elevado nível de abstenção. Aponta-se um nível de abstenção praticamente igual ao das últimas eleições [europeias]. Para nós é uma preocupação que os cidadãos não votem em eleições», declarou Proença aos jornalistas no Hotel Altis, em Lisboa, onde os socialistas estão reunidos, como habitual, na noite eleitoral.

Não obstante, prosseguiu o socialista, nas últimas eleições autárquicas e presidenciais «subiu mais a abstenção do que eventualmente vai subir nas eleições europeias», o que, sublinha, «é um sinal de esperança que alguma coisa está a mudar».

As eleições para o Parlamento Europeu deverão registar em Portugal uma abstenção entre 61 e 66 por cento por cento, segundo a RTP, e entre 62,2 e 66 por cento, segundo a SIC.

A abstenção nas eleições realizadas a 07 de junho de 2009 foi de 63,22%, mesmo assim abaixo do valor recorde registado em 1994, 64,46%.

Almeida Santos enaltece «bom resultado»

O presidente honorário do PS, Almeida Santos, enalteceu este domingo o «bom resultado» do PS nas europeias, dizendo que os números avançados nas projeções confirmam as suas expetativas pessoais.

«Devo dizer que este resultado não anda longe das minhas expetativas pessoais. E é um bom resultado para o PS, como é óbvio, e um mau resultado para a atual maioria que governa o nosso país», considerou, em declarações aos jornalistas.

Almeida Santos falava cerca das 21:00 à entrada do Hotel Altis, em Lisboa, onde os socialistas estão reunidos, como habitual, na noite eleitoral desta noite.