Notícia atualizada às 12:00 do dia 30/10/2013

O processo que envolvia o Procurador-Geral da República de Angola, João Maria de Sousa, sobre suspeita de fraude e branqueamento de capitais, foi arquivado há mais de um mês pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, informa o «Público».

A confirmação oficial chegou já esta quarta-feira, através de uma nota oficial da PGR.

Este arquivamento terá sido determinado mesmo antes do pedido de desculpas do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, numa entrevista à Rádio Nacional de Angola, devido às investigações portuguesas a altos funcionários de Angola.

A investigação ao PGR angolano foi desencadeada na sequência de um depósito superior a 70 mil euros feito em novembro de 2011 numa conta de João Maria de Sousa através de uma conta do Banco Comercial Português de Cayman, com sede no paraíso fiscal das ilhas Caimão.

O processo por suspeita de fraude e branqueamento de capitais foi noticiado em fevereiro pelo «Expresso», que já tinha referido outras investigações a altos dirigentes angolanos, como o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, o general Hélder Vieira Dias «Kopelipa», chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento «Dino», consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.

A atual tensão diplomática entre Portugal e Angola, que levou o Presidente angolano a anunciar a suspensão da parceria estratégica entre os dois países, começou com a existência do inquérito-crime no Ministério Público português.