O cabeça de lista da CDU assume como objetivo para a coligação que une comunistas, «Verdes» e Intervenção Democrática a eleição de um terceiro eurodeputado, eventualmente um quarto, no sufrágio de domingo.

«É fundamental que, perante a real possibilidade de a CDU poder eleger o seu terceiro deputado, cada um sinta que fez tudo para que essa possibilidade se transforme numa realidade», afirmou João Ferreira.

Numa sessão pública, na sede do histórico Clube Desportivo «Os Águias» de Alpiarça, o eurodeputado comunista aventou ainda a hipótese de a quarta posicionada na lista, a ecologista Manuela Cunha, poder também vir a ser eleita, pedindo o apoio de todos quantos acreditam «na força que é diferente daqueles que foram sempre todos iguais», uma vez que a candidata é natural do concelho.

«Está ao alcance dos trabalhadores e do povo, de todos quantos não desistem de alcançar um futuro melhor, ampliar esta corrente de confiança na CDU. É importante que cada um marque uma posição forte no próximo dia 25, com o seu voto na CDU, que cada um não deixe que o seu descontentamento e a sua revolta se encaminhem para o mar inconsequente da abstenção, que engrossem o caudal deste rio que pode abrir caminho a uma verdadeira e genuína mudança na vida nacional», apelou.

O candidato europeu da CDU insistiu numa Europa que «recuse o federalismo e aceite o princípio de "um país, um voto"», de forma a contrariar a realidade atual em que "seis países em 28 têm no Conselho (Europeu) 70% dos votos», enquanto Portugal tem um sétimo do poder de voto que tem a Alemanha.

«Uma Europa de cooperação entre Estados soberanos, livres e iguais em direitos, independentemente da sua dimensão», preconizou João Ferreira, «uma Europa tão diferente daquela a que, por via do Tratado de Lisboa, o PS, o PSD e o CDS, amarraram o país».