O recandidato da CDU ao Parlamento Europeu assumiu hoje que a sua lista é a da «denúncia e do protesto», mas também «da proposta», pedindo o reforço da votação e «mais do que dois» mandatos em Bruxelas e Estrasburgo.

«Andam por aí alguns a dizer que não temos propostas, que fazemos muitas críticas, que somos um partido de protesto. Não recusamos essa classificação. Somos um partido de protesto por causa da situação a que o país chegou. Somos o partido em quem podem confiar todos aqueles que querem condenar este Governo e estas políticas», declarou João Ferreira.

O eurodeputado falava durante um almoço-convívio em Parada de Todeia, Paredes, já depois de ter visitado o arquiteto portuense Siza Vieira, apoiante da candidatura que congrega PCP, «Verdes» e Intervenção Democrática, em sua casa.

«Somos um partido de denúncia e de protesto, mas somos um partido de proposta também, que abre caminho e esperança num futuro melhor», continuou, elencando diversas iniciativas com as quais a CDU se comprometeu: «pacto de progresso social e pelo emprego, reposição de reformas dignas, erradicação da precariedade do trabalho, princípio da não-regressão dos direitos, combate à pobreza e exclusão social - rendimento mínimo em toda a Europa -, combater a deslocalização de empresas», entre outros.

Para o cabeça de lista da CDU «não há nem limpeza, a não ser a que fizeram nos bolsos, mas também não há saída», referindo-se ao anúncio do fim do programa de assistência económico-financeira como «saída limpa».

«Aqueles que se entenderam para trazer para cá a troika estrangeira - PS, PSD e CDS -, sabem bem que acordaram um programa e condições que não vão acabar no dia 17 de maio», prognosticou.

O também vereador da Câmara Municipal de Lisboa desejou uma «grande volta, que só pode vir com o reforço da CDU, que já mostrou, ao longo destes anos, lá e cá, no Parlamento Europeu e no país, que é a força diferente daqueles que têm sido todos iguais».

«Não podemos esperar, se não houver uma grande volta, que venha alguma coisa diferente destes partidos», concluiu, criticando a «destruição da agricultura, das pescas e da indústria» e mostrando-se «contra a privatização de bens essenciais, como a água pública e a recusa em fazer dela um negócio para as multinacionais».