O Governo ainda não tem «confirmação absoluta» sobre a alegada morte de Sandro Furna, um dos jihadistas portugueses, a combater do lado do Estado Islâmico, na Síria.

«Não temos ainda confirmação absoluta dessa informação e portanto não posso, em definitivo, dizer nada sobre isso, temos a informação não absolutamente confirmada ainda», disse esta sexta-feira o ministro da Administração Interna, à margem da cerimónia de compromisso de honra de 430 novos soldados da GNR.

Miguel Macedo acrescentou ainda que o Governo está a «procurar saber mais» sobre a situação. «Nós estamos atentos, estamos a terminar um conjunto de trabalhos que espero poder, brevemente, apresentar e que tem a ver com alguns pequenos ajustamentos que é necessário fazer na nossa legislação, mas estamos atentos às situações que se colocam nesse domínio».

A notícia da alegada morte de Sandro Funa foi avançada pela edição online do «Público» na quinta-feira. O jornal cita serviços de segurança, que afirmam que o jovem terá morrido nove meses após ter cruzado a fronteira da Turquia para entrar na Síria, e que a família já foi informada do sucedido. 

Sandro será um português, de origem cabo-verdiana, que terá vivido nos arredores de Lisboa, antes de ter partido para Londres, em 2007, onde se converteu ao Islão. Numa das mesquitas da cidade foi-se radicalizando, e no início deste ano acabou por partir para a Síria para combater. 

Na Síria estarão outros portugueses: «Fábio», «Celso», «Edgar» e Patrício, este último apontado como um «ideólogo da organização terrorista». 

Segundo disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, numa entrevista à Renascença em outubro,  serão 12 a 15 os portugueses que integram as fileiras do Estado Islâmico na Síria, sendo que dois a três, principalmente raparigas, estão arrependidas de ter partido e querem regressar.