O secretário-geral do PCP defendeu hoje que, mais do que aumentar o salário mínimo nacional, um futuro governo de esquerda tem que assumir o compromisso de devolver «aquilo que foi roubado» aos trabalhadores, reformados e pensionistas.

Jerónimo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia de homenagem a Óscar Lopes, em Matosinhos, afirmou que «ninguém pode afirmar-se como crer fazer uma política de esquerda e não assumir este compromisso claro».

«Ninguém defende que seja no dia seguinte, aquilo que se defende é que, numa legislatura, um governo de esquerda possa de facto devolver aquilo que foi roubado», sustentou.

Para o comunista, com este Governo PSD/CDS-PP e com as suas políticas ¿existirá muita dificuldade em se conseguir esse objetivo¿ de aumentar o salário mínimo nacional.

Mas, disse, «aquilo que se coloca com mais premência no nosso país é, mais do que o aumento dos salários, a devolução daquilo que foi roubado» aos trabalhadores e reformados.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu na quinta-feira ao Governo que se disponibilize para um consenso sobre o aumento do salário mínimo nacional, lembrando que tal medida é apoiada por patrões e sindicatos.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, advertiu que o Governo já tinha a intenção de "suscitar um debate sobre o salário mínimo nacional" este ano na concertação, mas que esta questão está diretamente ligada à competitividade da economia portuguesa.