O líder comunista reiterou hoje que o acontecimento dos paióis de Tancos e o noticiado roubo de armas do Exército merece cabal esclarecimento, apontando a importância do futuro relatório oficial da cadeia de comando.

"Foi um acontecimento grave, que exige apuramento de responsabilidades a diversos níveis", disse Jerónimo de Sousa durante a clássica "arruada" na pedonal e comercial rua de Santa Catarina, na baixa portuense, em campanha autárquica da CDU, que junta comunistas, ecologistas e independentes.

Entretanto, o PS acusou hoje o PSD de estar envolvido na divulgação e na tentativa de credibilização de um relatório, sem qualquer suporte real, sobre o furto de armas em Tancos para criar "chicana política" em período eleitoral.

"Em relação a estes últimos anúncios, continuamos a dizer que será um elemento importante de esclarecimento o momento do relatório da transmissão de comando, que sempre se verifica", afirmou o secretário-geral do PCP.

O semanário Expresso divulgou no sábado um relatório, que atribuiu aos serviços de informações militares, com cenários "muito prováveis" de roubo de armamento em Tancos e com duras críticas à atuação do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, na sequência do caso conhecido em 29 de junho, porém o responsável governamental, no domingo, sugeriu que aquele documento fora fabricado e que pode ter "objetivos políticos".

Uma declaração que não caiu bem à direita, com Passos Coelho a exigir que o ministro explique o que quer dizer com “documento fabricado.” E Assunção Cristas a afirmar que  o "ministro da Defesa ainda não percebeu que já não é ministro."

Faça-se o apuramento da verdade toda", pediu Jerónimo de Sousa.