Por: Redacção / MM | 25- 2- 2012 10: 52
O secretário-geral do PCP desafiou na sexta-feira o PS a «rasgar» a assinatura do «Pacto de Agressão» (o programa de ajustamento
financeiro) e acusou o Governo de manter um «exército de desempregados» como estratégia da política de direita.
«O
PS que se defina. É um subscritor do "Pacto de Agressão", então é cúmplice desta política, não quer ser então rasgue essa
assinatura e venha para a luta contra esta situação em que nos encontramos, venha ser, de facto, a oposição que agora não
é», incitou Jerónimo de Sousa durante um comício em Faro.
O líder do PCP acusou o PS de se ter metido num «nó cego»
ao querer ser «da situação e da oposição ao mesmo tempo» e de querer ser visto como opositor ao pacto sem renunciar ao que
de mais grave ele contém. «Assinar o "Pacto de Agressão" e as medidas que preconiza e depois vir rabujar e criticar a sua
aplicação conduz sempre a ser apanhado em contra pé e em contradição», acrescentou.
Jerónimo de Sousa teceu ainda
duras críticas à decisão do Governo de financiar empresas privadas de trabalho temporário em vez de combater efetivamente
o flagelo do desemprego. «Esta medida é brincar com os desempregados, abusar dos dinheiros públicos, facilitar mais alguns
amigos de empresas do trabalho temporário e apoucar o próprio instituto de emprego e formação profissional», criticou.
Segundo
o secretário¿geral do PCP, o objetivo fundamental da política de direita do Governo é a de manter e pressionar um «exército
de desempregados». «Pressiona os desempregados pela vida que têm e, simultaneamente, quem tem emprego porque quando estes
reivindicarem salários, quando reivindicarem um direito, lá vem a ameaça: "Se te fores embora tenho aqui mais dez para colocar
no teu lugar". Este é o objetivo fundamental de manter um exército de desempregados», acusou.
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