O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou esta sexta-feira que, até às eleições legislativas, “vai haver por aí muito contrabando” e “muita pantomina”, com o PSD/CDS-PP a procurarem “criar a ideia de que o pior já passou”.
 

“Vai haver por aí muito contrabando, muita pantomina, muita falta de verdade por parte daqueles que, mistificando a realidade, procuram criar a ideia de que o pior já passou”.


Mas a verdade, frisou o secretário-geral do PCP, é que o PSD e o CDS-PP, nos quatro anos de governação, “tiveram a ação mais destruidora”, graças à qual o país “recuou muitos e muitos anos”.

A coligação PSD/CDS-PP quer “apresentar a sua obra como um mal necessário”, mas afirmando que, agora, o país já está “no bom caminho”, disse Jerónimo de Sousa, durante um jantar-convívio com militantes e simpatizantes do partido na Feira de Agosto de Grândola, defendendo que é preciso combater esta ideia.
 

“É preciso acabar com esta mentira porque o que eles querem é, no essencial, se tivessem força e votos para isso, retomar essa ofensiva”.


O líder do PCP lançou igualmente críticas ao PS.
 

“Também neste quadro surge o PS, com uma imagem retocada, também recauchutado, com dificuldades reais porque não é capaz de se demarcar daquilo que é a linha de orientação por parte do Governo PSD/CDS-PP”.


O PS, que “está comprometido pelos sucessivos PEC’s” e porque “chamou a troika”, nos últimos quatro anos, “desertou do combate” e “deixou a CDU sozinha”, assim como “o movimento sindical, os trabalhadores e as populações sós, a lutar” contra a política do Governo.

Por isso, é preciso reforçar a votação na CDU nas próximas eleições, defendeu o líder comunista, alertando também que as legislativas não servem para eleger um primeiro-ministro, mas sim os 230 deputados à Assembleia da República.