O secretário-geral do PCP escusou-se hoje a comentar a intenção de António Costa de avançar para a discussão da liderança do PS, mas lembrou que as diferenças entre comunistas e socialistas não se focam «em torno de caras».

«O nosso problema com o PS nunca residiu em torno de caras, mas em torno de políticas que foram realizadas com o PS, designadamente quando foi Governo», lembrou Jerónimo de Sousa.

O comunista falava em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, onde o Comité Central esteve reunido para analisar a situação política e social e os resultados das eleições para o Parlamento Europeu.

A preocupação do PCP com o PS «é no sentido político», reforçou, defendendo que a «questão de fundo é saber que diferenças existem entre esses dois dirigentes do PS [Seguro e Costa]» em relação a temas como o tratado orçamental ou diversas políticas de governação económica.

«Que política é que o PS vai fazer? Enquanto não houver resposta a isto, não me quero pronunciar. O PS que resolva o seu problema», declarou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral dos comunistas reconheceu que «o PCP sozinho não é alternativa» mas sobre equações políticas futuras realçou que «não há alternativa de esquerda, uma alternativa patriótica, sem o Partido Comunista Português».