O secretário-geral do PCP afirmou sexta-feira que a criação de um banco de terra representava "um esbulho" aos pequenos proprietários e rejeitou as críticas que têm sido dirigidas ao partido por ter chumbado essa proposta no Parlamento.

O PCP continua do lado desses pequenos proprietários, desses pequenos agricultores e não está de acordo que o Estado esbulhe as suas terras, muitas delas ganhas com o suor da vida", afirmou Jerónimo de Sousa, referindo-se à proposta de criação do banco de terras.

Durante a intervenção na Covilhã, Jerónimo de Sousa abordou a questão da reforma da floresta e frisou que o partido aprovou alguns diplomas e medidas que considera positivas, mas alertou para a necessidade de criar meios em sede do Orçamento do Estado para que as mesmas sejam concretizadas.

Por outro lado, disse, não aceitou aquilo que considera uma tentativa de "empurrar responsabilidades para os pequenos proprietários florestais, a pretexto de que a floresta arde por causa das ditas terras sem dono conhecido".

Para Jerónimo de Sousa, tal é "uma teoria nunca comprovada, mas que dá jeito para esconder as responsabilidades da política de direita".

Por isso nos batemos para que fosse expurgada da legislação essa autêntica tentativa de esbulho das pequenas propriedades florestais para entregar à gula da concentração capitalista da terra", sustentou.

Considerando que esta proposta tinha como objetivo uma "solução privatizadora da terra", Jerónimo de Sousa acrescentou que não poderia aprovar "a opção de alienação por parte do Estado das suas responsabilidades de gestão florestal e do seu património, e da sua entrega a prazo aos interesses privados".