O secretário-geral do PCP reiterou esta terça-feira a necessidade da defesa do Sistema Nacional de Saúde (SNS) como um direito e não um encargo, no final de uma reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos.

«Mais uma vez se confirma a necessidade da defesa do SNS como um direito e não como uma obrigação, um encargo ou uma despesa, como este governo tenta fazer crer. É preciso defender o SNS», afirmou Jerónimo de Sousa, esta tarde em Lisboa, em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião na Ordem dos Médicos.

Jerónimo de Sousa esteve hoje reunido com o bastonário José Manuel Silva, a pedido do PCP, acompanhado por Jorge Pires, da Comissão Política do partido, e Paula Santos, deputada comunista na Assembleia da República.

A reunião foi pedida pelo PCP, «no decorrer dos problemas que ocorrem no setor da saúde».

O dirigente comunista reiterou que o PCP considera «fundamental a defesa dos serviços públicos, e particularmente do SNS».

Na reunião de hoje com o bastonário, a delegação comunista, referiu Jerónimo de Sousa, verificou «convergência de muitos pontos de vista em relação às ameaças que decorrem para o SNS, um processo paulatinamente destrutivo, com o Estado a tentar desresponsabilizar-se, e com a situação dos profissionais de saúde a agravar-se claramente».

«Mas, particularmente, tendo em conta a realidade económica e social, também comungamos da preocupação em relação aos doentes, particularmente os mais desfavorecidos, que começam a ter dificuldades em exercitar esse direito à Saúde», disse.

O PCP alerta que «esta política [levada a cabo pelo governo PSD/CDS-PP] pode levar à destruição do que foi uma espantosa realização do país, por parte dos profissionais, que construíram o SNS e que também estão a ser atingidos por esta política».