O secretário-geral do PCP congratulou-se com os novos 2.127 militantes do partido, inscritos durante uma campanha de adesão desde o início de 2014, por decidirem ser mais uma voz no coletivo comunista.

"Nas razões da adesão está a simpatia e o apoio ao partido e seus objetivos, juntando assim a voz de cada um à nossa voz, dando-lhe mais força. Juntam assim a vossa opinião, conhecimento, capacidade, participação e militância ao coletivo partidário e contribuem para um PCP mais forte. 2.127 militantes são uma grande força que aqui se salienta", afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava perante uma plateia de dezenas dos membros recentes do PCP da capital e da península de Setúbal, reunidos no centro de trabalho Vitória, na avenida da Liberdade.

A operação de angariação de novos membros foi decidida em dezembro de 2013 pelo Comité Central comunista e posta em prática entre janeiro de 2014 e abril passado. De entre estes mais de dois milhares de militantes, 35,2% são mulheres e, no universo geral, cerca de 40% têm menos de 40 anos de idade.

"Na vossa ação como membros do partido coloca-se, desde já, uma tarefa: a mobilização para a marcha nacional "A Força do Povo, Por Um Portugal com Futuro", que se vai realizar aqui em Lisboa, no dia 06 de junho", incitou, após condenar a "corrupção, o saque de recursos e património públicos", com "casos sobre casos e o primeiro-ministro a elogiar e a promover pessoas como Dias Loureiro, profundamente envolvido no escândalo do BPN".

Jerónimo de Sousa voltou a frisar que "Portugal enfrenta uma situação sem paralelo desde o regime fascista, que resulta de 38 anos de política de direita, realizada por sucessivos governos contra as conquistas de Abril, a acabar nos PEC e o pacto de agressão subscritos pelo PS, PSD e CDS-PP, Fundo Monetário Internacional, União Europeia (UE) e Banco Central Europeu".

Segundo o líder comunista, "o Governo (PSD/CDS-PP) vê o terreno fugir-lhe debaixo dos pés e procura acelerar e criar factos consumados, no agravamento da exploração e ataque a direitos, num criminoso processo de privatizações - do Oceanário às empresas de transportes terrestres, passando pela TAP - e a destruição alastra".

"PSD e CDS, ao mesmo tempo que promovem uma vasta operação de ilusão sobre a grave situação do país, preparam, tal como o PS, em articulação com a UE, a continuação do rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacionais, como foi expresso nos chamados Plano Nacional de Reformas e Programa de Estabilidade do Governo e no cenário macroeconómico do PS", acusou.