«Tem o PS, neste momento, uma recaída, um rebate de consciência? Pelas propostas que avançou, continuamos a ter muitas dúvidas. Sim ou não, é possível uma rotura com a política de direita? Sim ou não, pretende uma política patriótica e de esquerda como alternativa a este rumo de desastre que nos tem desgovernado durante 38 anos?», questionou Jerónimo de Sousa.


«O PCP nunca empurrou o PS para a direita, (o PS) foi sempre pelo seu próprio pé, livremente, fazendo uma política que defende os interesses económicos dos mais poderosos», criticou.


«A esquerdização é uma palavra muito esquerdista. O grande problema do PS não foi a esquerdização, foi ser um protagonista da política de direita. Não se limitou a meter o socialismo na gaveta, meteu também essa conceção de esquerda, através de sucessivos governos, em aliança concreta, em sede legislativa», continuou Jerónimo de Sousa.


«O PS, no plano verbal, afirma essa vontade de se entender à esquerda, mas nunca dizendo em torno de quê e para quem», lamentou.