Jerónimo de Sousa já reagiu à alteração da medida de coação de José Sócrates, afirmando que "é fundamental" não misturar "processos de Justiça com processos políticos". O líder do PCP, que falou aos jornalistas na 39.ª Festa do "Avante!", no Seixal, garantiu que o partido não vai tirar qualquer aproveitamento político do caso.

"Não misturar nesta batalha [eleições] um processo que é de foro judicial. Isto é fundamental para todos os que estão envolvidos."


O líder comunista deixou o apelo para "que não se misturem as coisas", de modo a que seja possível apurar a verdade.

"Apelo a que não se misturem as coisas. Deixe-se apurar a verdade, deixe-se correr o processo de investigação."


E garantiu, que da parte do PCP, o caso Sócrates não será usado como "arma de arremesso", numa altura em que faltam poucas semanas para as eleições legislativas, agendadas para 4 de outubro, e o período de pré-campanha já marca a agenda dos partidos.

"Posso garantir que da nossa parte não haverá qualquer tipo de aproveitamento. Acho que não iria ajudar ao esclarecimento dos portugueses. Não posso falar em nome dos outros e cada qual deverá ser responsabilizado pela posição que toma.



O antigo chefe de Governo e ex-líder socialista José Sócrates vai passar a regime de prisão domiciliária, segundo nota do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

José Sócrates, no seguimento de um despacho desta sexta-feira, vai aguardar os ulteriores termos do processo, "sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação" e "bem assim de proibição de contactos de forma direta ou indireta com diversas entidades e pessoas singulares".