O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse este sábado, no Porto, que «alguns, através de anúncios ou ameaças de anúncio» à Presidência da República, querem «secundarizar» a batalha das eleições legislativas.

«Querem alguns, através de anúncios ou ameaças de anúncio, de candidatos a candidatos à Presidência da República, secundarizar a prioridade da batalha das legislativas. Ora, falta um ano para as presidenciais e faltam seis meses para as legislativas, então que se diga que a pressa de alguns e dos seus projetos pessoais não são, nem serão a prioridade do PCP», afirmou Jerónimo de Sousa, no comísso que assinala o 94.º aniversário do partido.

Segundo o dirigente comunista, «a seu tempo» e «à maneira» do PCP, será decidido quem irá intervir na «batalha» das presidenciais para que quem for eleito seja «capaz de cumprir e fazer cumprir» a constituição da República Portuguesa.

As eleições legislativas deste ano são um momento da «maior importância» porque são uma oportunidade para dar expressão e continuidade à «luta pela inadiável rutura» com a política de direita, considerou.

Por esse motivo, Jerónimo de Sousa lembrou que o partido está «empenhado» nas legislativas e em lutar por uma alternativa política, construindo uma campanha eleitoral baseada numa «mobilização confiante, numa ação de esclarecimento direto que permita dar a conhecer as soluções para o país e que vença resignações e conformismos».

Portugal precisa de uma mudança que o retire do «atoleiro» imposto pelo rotativismo de PSD e PS, com ou sem CDS à «ilharga», sempre com novas caras, novas promessas, sempre tentando recolocar o conta-quilómetros das responsabilidades passadas no zero e sempre a reproduzir novas desilusões, afirmou.

Jerónimo de Sousa entendeu que «hoje», mais do que em qualquer outro momento, é «urgente» concretizar uma política que liberte o país da submissão externa e do domínio do capital monopolista.

«O país já sabe o que pode esperar do PSD e do CDS, mais do mesmo, ou seja, mais exploração e mais empobrecimento e o PS já falou o suficiente para sabermos que fará apenas pequenas 'nuances' e seguirá tudo na mesma.»


Na opinião do líder comunista, o atual Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas deveria ter sido demitido «há muito».

«Um governo que só existe pendurado no Presidente da República, porque, por vontade do povo, há muito que não existia.»