O secretário-geral do PCP manifestou-se, esta sexta-feira, sem "pedras no sapato" e com uma "posição construtiva" para com o esboço de Orçamento do Estado para 2016 apresentado pelo ministro das Finanças e que será analisado brevemente em Bruxelas.

"Cada coisa tem o seu tempo. Estamos a fazer o exame, a dar a nossa contribuição e proposta, esta ou aquela preocupação, mas com sentido construtivo. Não estamos aqui com pedras no sapato, estamos com uma posição construtiva. Queremos que saia um orçamento, mesmo sabendo desses constrangimentos e dificuldades, pontos de partida diferentes... o nosso esforço é a procura de convergência", afirmou Jerónimo de Sousa, no meio de uma "arruada" da campanha presidencial, no Porto.


Pela tarde, Mário Centeno tinha apresentado, em conferência de imprensa, na Presidência do Conselho de Ministros, o plano de Orçamento do Estado para 2016.

"Para nós é importante que se confirme o consenso verificado na posição comum que tivemos com o PS, examinando o orçamento, procurando que ela seja concretizada, consensualizada conforme o compromisso que assumimos, independentemente dos pontos de partida serem diferentes, particularmente em relação ao quadro da União Europeia e seus constrangimentos", continuou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa, sem querer antecipar o voto favorável ao documento na generalidade, sublinhou que os comunistas estão "sinceramente empenhados nesse exame comum que se está a verificar e na perspetiva de que o orçamento corresponda ao sinal que o povo português quis dar nas eleições de 4 de outubro".