O líder comunista afirmou esta segunda-feira que o ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar tinha já condenado a data de 23 de setembro e o regresso aos mercados ao assumir que a austeridade fracassou, pois com este Governo «tudo falhou».

«Quem decidiu essa data, quem a anunciou, foi o ministro Gaspar, que se demitiu dizendo que esta política não levaria a lado nenhum. Quando se foi embora levou consigo a data de 23», afirmou Jerónimo de Sousa,frisando tratar-se de «mais um falhanço» do Governo PSD/CDS-PP.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, classificou o dia de hoje como «um dia negro» e exigiu explicações da parte do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enquanto o porta-voz do PSD, Marco António Costa, contrariou, adiantando tratar-se de «um dia histórico» porque Portugal paga «cinco mil milhões de euros» de dívida pública.

«O que é importante é a confirmação de mais um falhanço de um objetivo que foi anunciado como o grande momento de viragem e que, afinal, não se confirmou, não se confirma e a tendência é para o agravamento», continuou o deputado do PCP, no Porto.

Jerónimo de Sousa defendeu que o primeiro-ministro, Passos Coelho, tem uma «atração para o abismo».

«Tudo falhou. Não conseguiram um único objetivo dos que anunciaram ao povo português. Foi sempre para servir de cobertura à política de austeridade e aos sacrifícios que foram pedidos aos portugueses», cita a Lusa.