O secretário-geral do PCP afirmou este domingo que Maria Luís Albuquerque “não tem moral nenhuma” para dizer que, se ainda estivesse nessas funções, Portugal não estaria em risco de ser alvo de sanções por parte da Comissão Europeia.

Ao ouvir a senhora Albuquerque fiquei espantando. Então, estão a sancionar-nos e a querer aplicar multas pela avaliação da política do Governo PSD/CDS-PP, porque isto é referente a 2015, em 2015 estava lá a senhora à frente do Ministério das Finanças. Por isso, é melhor dizer à senhora que tenha cuidado, porque os portugueses não são parvos e lembram-se bem do que o seu Governo fez e das suas responsabilidades próprias em relação à situação que vivemos”, disse o líder comunista num comício, em Estarreja, distrito de Aveiro.

Jerónimo de Sousa disse “até acreditar” que as ameaças das sanções não viessem a acontecer se o Governo PSD/CDS-PP lá estivesse, porque este “estava pronto” para prosseguir com a política de exploração e de empobrecimento.

Não diz por vergonha, mas ela [ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque] tinha aquela proposta de cortes de 600 milhões de euros na Segurança Social, tinha um ataque aos serviços públicos, queriam mais privatizações, queriam a perda de direitos laborais, era isso que ofereciam aos portugueses, ou seja, podíamos conseguir baixar o défice um bocadinho, mas o povo português tinha de pagar com língua de palmo essa opção”, vincou.

Por isso, o líder comunista sustentou que Maria Luís Albuquerque “não tem moral nenhuma” para vir dizer o que disse.

As ameaças de sanções a Portugal são “inaceitáveis”, considerou Jerónimo de Sousa, realçando que o país foi obrigado a impedir o crescimento e o desenvolvimento da sua produção devido às políticas económicas, monetárias e financeiras.

Era o que faltava. Andámos quatro anos a pagar com língua de palmo pelas orientações dessa União Europeia e, agora, vêm dizer que ainda vamos ser multados porque não conseguimos o tal objetivo dos 3%”, afirmou.