“Porque é que será que a ministra das Finanças avançou com a possibilidade de um arranjinho com o PS para cortar nas reformas durante os próximos anos? Lá saberá porquê”, afirmou.




“Na verdade, tal como o Governo PSD, o PS quer manter o confisco dos salários dos trabalhadores da administração pública no próximo ano, quer manter no essencial a brutal carga fiscal que incide sobre os rendimentos dos trabalhadores”, lamentou.




“Convém registar a diferença, assente no grau e no ritmo: a direita quer cortes e austeridade de forma bruta e crua, o PS quer cortes de austeridade com inteligência”, considerou.


“Inteligente pode ser, ninguém percebe é o que isto é”, frisou, acrescentando que “não é mudando o centro da península no papel, mantendo as políticas de sempre, que as populações do interior verão os seus problemas resolvidos”.




“Uma solução para recuperar o atual sistema bipartidário, de governação, que começa a abrir brechas, de forma a garantir a continuação da sua hegemonia e alternância de governação, não vá o povo um dia mudar de opinião e também mudar de voto”, acrescentou.


“Mais uma jogada inteligente. Ou será chico espertismo? Porque, naturalmente, o que se pretende é assustar muitos eleitores com esta ameaça de uma possível vitória da direita”, alertou.